terça-feira, 4 de agosto de 2009

(Isa)BELLA



Coisinha pequena, mas que já sente, pensa, sonha...
Vida ainda dependente, que chuta, chora, dorme...

Daqui a pouco você chega, para encher nossas vidas de glória, amor e nos ensinar realmente o verdadeiro sentido da vida.

Já sinto sua pureza, transbordando em um cheirinho de boneca. Já sonho com seus traços e seus sorrisos, irradiando luz a todos que babam diante de sua doçura ainda intra-uterina.

BELLA é a beleza traduzida num serzinho ainda imaturo,
BELLA é a grandeza num pedacinho de gente,
BELLA é ELA
A mais BELLA das BELLAs
Minha BELLA donzela
Tão BELLA...
...IsaBELLA

Indeed




... “E queria sempre achar explicação para o que eu sentia”...

... “já não me preocupo se eu não sei por que”...


Recebi aquela resposta que tanto almejava. Veio assim, aos gritos traiçoeiros, medrosos, defensivos. Veio pelas portas dos fundos, escondidos aos olhos de quem julga ou toma providências. Veio estourando possibilidades de amenizar dores previstas e escondidas... culpa da fé, que luta e acredita numa força interior transformadora e tão sonhada...

[é isso que dá, regar sementes esperando o florescer enquanto do outro lado o que mais fazem é afogarem-nas com todos os mesmos fantasmas que habitavam um espaço escondido. E elas morrem...].

Procurei. Fucei. Desenhei. Sonhei.

Espantei-me.

Questiono suas reações, ainda, embora já tenha acumulado motivos pitorescos, e já tenha reformulado estradas diferentes a um caminho único. Questiono não por ser arredia e infantil, mas pela falta de amparo, de humanidade que suas escolhas resultam. É a frustração de quem finalmente enxerga o que passou uma bela temporada à procura. Taí... Mas sempre acreditei tanto... ...

...“que mentir para si mesmo é sempre a pior mentira”...

Processo de calcar pés nesse asfalto cinzento. As estrelas que abrilhantam um cenário acoplado lá em cima dão espaço a uma responsabilidade senil. Grande desafio de não deixar aquela certeza de um ‘eu’ já transbordando pelos poros, esconder-se por entre frestas seguras e frias.

Doses de equilíbrio para seguir adiante, de serenidade para acomodar uma surpresa mais surpreendente e servi-lo de segurança, paz e muito, muito amor, que é o que, no final das contas, realmente importa.

Incrível como ainda espanto-me com tamanha enganação se emaranhando por entre diárias cansativas, envolvendo os que ao redor nem conhecem uma outra forma de lidar com sensações que nos mantém vivos e nos diferem de bonecos mortos.

Vítimas de quem não tem pra onde correr ou, até mesmo, claro, até mesmo, de quem manteve a fé como fermento de uma mudança absolutamente capaz, aparentemente sedenta por um "é-claro-que-pode-quando-há-amor".

Falei. Disse. Repeti. Insisti.

Desisti.

... “o infinito é um dos deuses mais lindos”...

A crença do eterno vira criança e demonstra que nesse momento será sim um pra sempre mesmo que não seja fisicamente colado. Mudanças que vão além de uma estética volta e meia enclausurada carregam um saber digno e merecedor desse presente que mal posso acreditar que já recebi. Sim, agora chegou a minha vez.

Ilusões dão espaço a uma realidade tão sonhada, que se concretiza num desenvolvimento progressivo e rápido. Percebo diferenças já traduzidas num lidar com fantasmas medonhos, assustadores. Visualizo alterações já tatuadas num tocar na porcelana que hoje não chora, nem derrete, mas se firma, se empedra. Pra vencer, sobreviver!

Algo indescritível comprova o que antes realmente havia sido derrubado pelo medo que deu uma rasteira na verdade e sobreviveu à mentira. Quer saber? Entrego-me ao sonho de vivenciar a magia que renasce aqui dentro e não permito sequer nenhuma interferência externa capaz de sacudir e desnortear uma fase linear e indescritivelmente indecifrável.

Um dos deuses mais lindos num pra sempre que dessa vez, finalmente, não acaba.

Trilha sonora: Uma música muito especial pra mim - Eternal Flame - The Bangles

Close your eyes, give me your hand, darling
Do you feel my heart beating?
Do you understand?
Do you feel the same?
Am I only dreaming?
Is this burning an eternal flame?

I believe it's meant to be, darling
I watch when you are sleeping
You belong with me
Do you feel the same?
Am I only dreaming?
Or is this burning an eternal flame?

Say my name the sun shines through the rain
A whole life so lonely
And then you come and ease the pain
I don't want to lose this feeling

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Travessia


”Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas,
que já tem a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos"
Fernando Pessoa


Convenço-me da grandiosidade do tempo, da magia desses deslocamentos transformadores capazes de nos levar adiante sem que haja qualquer tipo de esforço programado.

Mudar é fixar-se em movimentos agitados e inquietos. É a ânsia de quem busca o alcançar lá na frente, ao contrário dos que resistem se acomodar por entre rotinas calcificadas em solos enganosos. E perdem-se. Cegam-se. Morrem.

O ontem foi. O hoje é. O amanhã será. Prefiro um é que está sendo a um pode ser quando for. Quando? Evito esconder o atual em casacos visando protegê-lo do frio ou paralizá-lo evitando quedas ou desastres advindos do medo inseguro de quem não sabe caminhar.

Eu quero é me molhar nessa chuva que não cansa de trazer transparência e cristaliza meus dias. Eu quero é gastar sapato e seguir na direção que responde aos comandos de quem não pensa, prefere o sentir.

O suor escorre na face e colore um sorriso que hoje vive aquele sonho de ontem, transforma-se real a cada segundo num ventre abatido enraizando uma magia incontrolável, porém, absolutamente palpável e, aos poucos, consolida-se num formato nada convencional, mas muito conhecido dos que almejam um amadurecimento em campo terrestre.

O resto?

Ah, o resto não importa...

Sabedoria

“Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém”.
(Quase sem querer - Legião Urbana)


Nem tamanha dedicação é suficiente para evitar atritos externos. A irresponsabilidade, dessa vez, passou longe. Porém, o que restou aqui perto foram velhos incômodos e um antigo desejo de finalmente embarcar para um planeta cuja linguagem seja verbalizada sem que haja necessidade de se provar alguma coisa a alguém. Braços de guerra se quebram com verdade e, acima de tudo, justiça. Não me eximo da luta. Nem fujo do combate. Aprendo apenas a dosar o fabuloso equilíbrio em resultados agradáveis e menos doídos.

Momento

Ainda escondida, cavo oportunidades, escavo possibilidades e aguardo tudo assim...

...quieta,

...inquieta

sábado, 11 de julho de 2009

in a coffee shop...


...bagunças se reorganizam como fatos empilhados que refletem em milhões de páginas rabiscadas ao longo dos anos...

Confundo posturas
Projeto certezas
Dou de cara com o abismo
Caio antes mesmo de me debruçar no que antes parecia certeiro
Agradeço pelo mergulho num divisor de águas salgadas, geladas
Braçadas profundas me salvam de um buraco que só afunda
E não me deixa respirar
E não me deixa amar

Você veio e me disse verdades
Repetiu o que eu já sabia
Remexeu no que eu sentia
E foi embora

Deixou uma marca para sempre
Uma farta lembrança torta
Muito mais do que eu supunha

Reencontro rápido,
Papo longo
Conversa profunda
Abraço apertado
E a certeza de que
Algo aqui dentro nos une
E que embora há quem nos pune
Nada poderá nos deter...

Obrigada mais uma vez, querida, pela sinceridade em forma de carinho, de proteção e pelo cuidado de quem já sabe o real significado da palavra AMOR.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Aquarela




"E o futuro é uma astronave
que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade,
nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda a nossa vida
E depois convida a rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim
descolorirá..."
Toquinho



Lápis pontiagudos desenham estradas sem placas,
Pincéis encharcados registram portas e janelas
Os mesmos velhos e cansados pés dão passos novos.

Um caminhar caminhante,
Um andar andante,

Um seguro "sei-que-tá-certo",
Um inquestionável "sei-o-que-quero",

Fui mas não saí do lugar
Voltei e guardei o que logo sairá
Sairá assim, de mim...
Num pluf, foi...

E a tela voltará a ser límpida, transparente, cristalina.
O branco de um recomeço que recomeça num começo
bem conhecido...
bem dolorido...
bem colorido....