ESCREVER SEM PENSAR NO QUÊ





Procuro respostas inacabadas a questionamentos internos que se amontoam em meio a um turbilhão infinito de emoções constantes, cortantes e apaixonantes.



terça-feira, 20 de maio de 2008

Time flies


“We are in the rain still searching for the sun”
James Morrison

Incertezas emolduram horas pesadas.
Indefinições agonizam um produzir natural.
(Des) controles assustam transformações inevitáveis.

É como eu sempre digo:

O sol não pára de rebolar, nem mesmo se a pilha parecer fraca ou ele ficar tímido perante uma platéia curiosa. Junto com seu gingado, ele traz um bocado de medo, um punhado desses receios de certezas de que as mudanças mundanas podem chegar como reviravoltas tsunâmicas sem aviso prévio.

Quando é que energias explosivamente ensurdecedoras perdem a audácia de um ruído surpreendente?

É aceitável que as sensações ímpares tornem-se pálidas, incolores, insípidas?

O sol tem mesmo o poder de, com sua dança, desbotar e esbranquiçar um colorido outrora cegamente viciante?

[Diferenças assustadoramente paralisantes, perdidas em uma rotina corriqueira que esconde o diferencial de uma tentativa segura, sábia, em um lidar sem graça, capaz de igualar o inigualável sentir que não se compra, apenas se permite...]

Tento encaixar-te nesse singelo manual previamente elaborado. Ajusto-te como quem dobra teus joelhos jurando que seu corpo cabe sim nesse caixote confortável, macio.

Ao mesmo tempo, volta e meia, sinto-me uma peça perdida, ali encostada no canto, nos fundos da terceira prateleira, esquecida pelo medo de tirar a casca e se desnudar perante um novo incontrolável, mas prazeroso e único.

Esqueceu que por mais que lutemos, o sol não pára de remexer os quadris? Não o envenene com doses habituais e nem o faça desacreditar daquela certeza sólida, afinal, a conseqüência disso tudo é de que ela escorra facilmente por entre os dedos como sonhos pelando que descem rápido para que o incômodo seja menor, menos dolorido.

Queres estar?
Cuidarás para durar?

A racionalidade na qual comanda uma série de responsabilidades admiráveis deveria ser aplicada na percepção da pureza de um encontro terrestre ímpar, hoje desesperantemente ofegante por uma escolha que exige urgência.

Precisa ser logo, antes que essas transformações cheguem e mudem completamente toda a rota que você já conhece, mas ainda não teve tempo de transportá-la para aquela parte da mente que entende a gravidade do tempo... que não pára.

... tão pouco tempo e nem tanto tempo assim para pensar no tempo que já se foi e reavaliar e assumir um tempo real capaz de tornar-se infinito se feito em tempo hábil, antes que o tempo mude tudo e se enxergue que o que se perdeu foi é tempo, mesmo tendo toda a relatividade do tempo nas mãos, o tempo todo...

Ainda dá tempo??

3 comentários:

Clá disse...

Lulinha,

É impressionante como vc consegue colocar seu coração em tudo o que escreve!
Vc me parece estar meio aflita.. Precisando conversar, estou aqui! E devendo aquela visita..
Estou torcendo pro melhor acontecer pra vc! ;)
bjinhos

Núbia Tavares disse...

Lu!!!
Menina, você esceve maravilhosamente bem! Adorei o texto!
Mas senti uma pontinha de tristeza.

aparece, viu?
Estou com saudades!
beijinhos :)

MRC disse...

Owwwww... awesome ! Caí aqui por acaso estava procurando uma coisa e acabei achando você e quando vi o nome, a foto e os textos, realmente é inconfundível... só faltou os horários nos textos... coisa de jornalista lembra ? Acabei lendo tudo... quase uma hora mas tenho que confessar eu que não gosto muito de ler comecei e não parei enquanto cheguei no fim... Espero que esteja bem ! And by the way 'We are never gonna survive, unless, we gotta a little crazy...' Beijos !