ESCREVER SEM PENSAR NO QUÊ





Procuro respostas inacabadas a questionamentos internos que se amontoam em meio a um turbilhão infinito de emoções constantes, cortantes e apaixonantes.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Despetalada


"Hoje eu só quero que
o dia termine bem"
(Luciana Mello)

 

Desatado
Desbotado
Desabotoado
Desajustado
Desparafusado
Desaparecido...


Comparações [injustas?] remexem cicatrizes sangrentas, revisitam histórias doídas e deixam um vazio com cara de adeus. Viro fantoche do tempo. O justo é não antecipar respostas. Nem adiantar decisões. Teço meus pensamentos, cruzo com o que bate aqui dentro e assusto-me com o pavor da escuridão fria - amordaçada e fragmentada.


...Despetalada!





segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pressagiando


Calei-me. E, de imediato, o silêncio andou cheirando como falta de transparência. Nebuloso, oculto, embaçado. Um incômodo chatinho! Porém, à medida que a dúvida vinha sendo esclarecida, o impulso pra trás foi se resvalando, despedindo-se dessa cólera que quase se instalava. Transformou-se num querer certeiro, num desejo concreto, num risco arriscado e consciente. Verdades descascadas escancaram o escondido numa hipérbole que bate aqui dentro. E aí também, que eu sei!! [agora eu sei!!]


And like Don Henley wrote once: "The more I know, the less I understand. All the things I thought I knew, I'm learning again".




domingo, 6 de maio de 2012

Então...




"Quem escolheu a busca,
não recua a travessia"
Guimarães Rosa


Aguardei tanto por esse momento. De parar, aquietar, me isolar. De reconectar-me com um pedaço de mim que outrora adormeceu e esqueceu de viver. Que se escondeu num profundo buraco borbulhante visando evitar colisões contínuas e inevitáveis com sonhos tangenciais que morreram no decorrer do caminho. Que empedrou-se por conta de uma realidade doída e perdeu o encanto de viajar para o além, mas que vinha procurando oxigênio faz tempo. E nesse desassossego desengonçado, agoniado pela falta, desorientado pela distância, remendo os mais diferentes fiapos sabeis dessa linha torta e encaro assim, de frente, um desenrolar ainda amarrotado e ciente de que essa ardósia está longe de ter um desfecho imediato. Conforme os ponteiros avançam, agarro-me ao mais singelo dos ideais e recuso-me a fechar-me nessa gruta escura e cegar-me diante da claridade que, aos poucos, vem chegando para iluminar essa atmosfera intrusa e bem-vinda!!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Finalmente serenou. Enfrentou os imprevistos com classe - apesar da dose extra de ansiedade exacerbada, - entendeu os motivos dos desafios terrestres chegarem como chegaram e, finalmente, está aprendendo a lidar com essa fase passageira cuja adaptação anda cobrando um preço bem salgado. E nesse samba do criolo doido, é preciso tirar o pé do chão e dar aquela reboladinha para as coisas se ajeitarem. Agora, tudo no seu devido lugar. Exatamente como havia estipulado em seu inevitável script. Deitou em paz!! #boanoite!!

gift



When I was living in a shell
lonely and broke inside
you came into my life
and saw me as no one before

When all my faith was lost
and I was facing how much does it cost
you came into my life
and made me believe
that was something more
besides that long and painfull war

You made me believe I could try
Not live a lie
I could fly
and reach the sky
I could ask myself why
I was falling in love with that guy

Unbelievable but true
Undescribable and pure
When you touched my soul
you made me feel so real
you read every little part of me
(I didn't imagine we were meant to be)
you tried to explain
what was really going on
by showing me you were everything
I've spent my whole life looking for

No, no more lies (not at all)
No more cries (not at all)
No more tears in my eyes
it's time for me to kiss you throught the night
(and it feels so right, it feels so right)

No, no more pride (not at all)
No more hide (not at all)
No more sacrifice
it's time for you to be mine
(so kind, so fine)

There's no question about the future
(living right here, right now)
'cause when I am with you, babe
nothing else matters
as long as we are holding hands.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tentando decifrar vontades. Esconder desejos. Projetar sonhos. Suspender a entrega ainda tímida por pedidos mudos, calados. Entender além de circunstâncias idealizadas e irreais. Querendo mergulhar em sintonias sincronizadas, inerentes a réplicas analfabetas.

[E essa lucidez que não nos livra dos dramas cotidianos... E essa aridez que não permite o brotar de sementes gestacionais em terrenos já acometidos por ervas daninhas].

Silêncio suspenso descarrega traduções ilegíveis ansiosas por resultados concretos. Simples, reais, verdadeiros. Disfarço a urgência para que não percebam um querer quase que necessário para um amanhã digno de um vivenciar pleno.Engulo doses de paciência e distraio momentos irreconhecíveis que percorrem a trotes descompassados com a plena sabedoria de que o estar pronto é muito mais importante do que o receber propriamente dito.

Nada é absoluto.
Tudo é permitido.
E tenho dito!!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Teste pra alma

 
 
"A esperança é o sonho
do homem acordado" (Aristóteles).

"É um alimento da nossa alma,
ao qual se mistura sempre
o veneno do medo" (Voltaire).

E, de repente, porém, sem grandes surpresas, uma arrebatadora repetição chega, violentamente, tentando desgovernar uma confiança no que está pra ser, outrora concreta, contruída com muito suor, mas que vem sendo questionada pela arrogante negação de uma infantilidade senil. E essa sobrecarga que derruba, esse cansaço pesado que curva ombros magros, estimulando a cabeça a ficar baixa e o olhar a permanecer projetado no asfalto, sem cor, sem brilho, sem luz no fim do túnel... Tamanhas provações previamente previstas numa trajetória vão se avolumando e progredindo num crescer questionável, obscuro, quase invisível. Que cega! Desconfio que já não posso com passos desistidos de coragem, de luta e de fé. Desconfio que continuo projetando aqueles velhos e conhecidos scripts em algo ainda ilusório e imaturo. Inexistente, eu diria. É que desta vez suplico para que o trem não saia do trilho, e o seguir em frente seja mais leve, mais puro, mais simples. [Pois verdadeiro já é, embora ainda não se baste]. E que as pedras do caminho, ah, essas pedras, sejam de areia e se desfaçam com o sopro de uma esperança de quem ainda acredita em final feliz!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dormindo acordada

Meu coração não se cansa,
de ter esperança, de um dia ser tudo que quer"
(Coração vagabundo - Caetano Veloso)


E numa espécie de quase obrigação própria, imposta assim numa circunstância um tanto quanto cabível, porém ainda imatura, redesenho cenários e forço a imaginação a reproduzir, quase que sem cortes, um desenrolar de um desejo num formato intangível. Em vão! Parei então para fazer funcionar a consciência deste movimento intacto e deparo-me, mais uma vez, com a força descomunal de um pedacinho da mente que comanda muitas de nossas ações, sem nem pedir licença: o tal do inconsciente. Deve ter sido ele que resolveu, por causa de um punhado de dores e desamores, esconder aquela vontade latente e bloquear o sonho de uma realidade jamais conhecida [ainda]. Já dizia o sábio Freud: "É escusado sonhar que se bebe; quando a sede aperta, é preciso acordar para beber". E nessa busca de saciar essa adormecida possibilidade [distante?], sigo cuidando de mim e, em meio a este mergulho num labririnto interno e profundo, aguardo o momento certo de me embriagar. Afinal, os melhores sonhos são aqueles que sonhamos acordada!

domingo, 8 de maio de 2011

A-M-O-R!!



Obrigada, Papai do Céu, por ter me enviado uma miniaturinha de gente tão incrivel. Esse ser pequenininho e tão levado me permite vivenciar uma das maiores e mais gratificantes experiências da minha vida!!! Desde que meu anjo chegou, tudo passou a fazer sentido. Confesso que, apesar do trabalho redobrado, das horas sem dormir, dos quilos extras que ainda não foram embora, dos gastos intermináveis, nunca me senti tão forte, feliz, realizada e amada. Nunca!! Depois que você me presenteou com o maior tesouro do mundo, realmente compreendi o que eu vim fazer aqui na Terra. Entendi o verdadeiro sentido da vida. Aprendi a comportar-me como um exemplo. Encontrei um equilíbrio buscado há anos. Deparei-me com uma fortaleza interna, antes adormecida. E passei a construir um castelo não mais de areia. É por isso que hoje, especialmente hoje, Papai do Céu, eu só possa lhe agradecer: obrigada, obrigada, obrigada!!!!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Guardado

Incrível como algumas palavras mergulham na gente e vão logo cutucando memórias sonolentas...Lembro-me tão bem quando, num espaço de tempo longo até, me alertaram sobre o impacto do estrago de um caminho aparentemente definido... Embora tudo parecesse um tanto quanto cabível - e tamanha sabedoria não erraria numa previsão tão firme – em certas situações, queria mais... desde que aprendi a recusar palavras ao vento, não me contentava com o abecedário apenas, mesmo pronunciado numa coerência inigualável. Queria fatos, frases colocadas assim, puras, nuas, cruas. E a nova proposta de apenas palavras, porque fatos mesmo já não me interessam mais agora, pareceu-me agradável, de imediato... todavia, nessa via não mais de mão dupla, o que teriam pra me dizer já não ultrapassa o túnel de um tímpano fechado pelo tempo...