ESCREVER SEM PENSAR NO QUÊ





Procuro respostas inacabadas a questionamentos internos que se amontoam em meio a um turbilhão infinito de emoções constantes, cortantes e apaixonantes.



sábado, 11 de julho de 2009

in a coffee shop...


...bagunças se reorganizam como fatos empilhados que refletem em milhões de páginas rabiscadas ao longo dos anos...

Confundo posturas
Projeto certezas
Dou de cara com o abismo
Caio antes mesmo de me debruçar no que antes parecia certeiro
Agradeço pelo mergulho num divisor de águas salgadas, geladas
Braçadas profundas me salvam de um buraco que só afunda
E não me deixa respirar
E não me deixa amar

Você veio e me disse verdades
Repetiu o que eu já sabia
Remexeu no que eu sentia
E foi embora

Deixou uma marca para sempre
Uma farta lembrança torta
Muito mais do que eu supunha

Reencontro rápido,
Papo longo
Conversa profunda
Abraço apertado
E a certeza de que
Algo aqui dentro nos une
E que embora há quem nos pune
Nada poderá nos deter...

Obrigada mais uma vez, querida, pela sinceridade em forma de carinho, de proteção e pelo cuidado de quem já sabe o real significado da palavra AMOR.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Aquarela




"E o futuro é uma astronave
que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade,
nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda a nossa vida
E depois convida a rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim
descolorirá..."
Toquinho



Lápis pontiagudos desenham estradas sem placas,
Pincéis encharcados registram portas e janelas
Os mesmos velhos e cansados pés dão passos novos.

Um caminhar caminhante,
Um andar andante,

Um seguro "sei-que-tá-certo",
Um inquestionável "sei-o-que-quero",

Fui mas não saí do lugar
Voltei e guardei o que logo sairá
Sairá assim, de mim...
Num pluf, foi...

E a tela voltará a ser límpida, transparente, cristalina.
O branco de um recomeço que recomeça num começo
bem conhecido...
bem dolorido...
bem colorido....

segunda-feira, 9 de março de 2009

Pedido


"É tão bom morrer de
amor e continuar
vivendo"
Mário Quintana


Afogo-me nessa inconstância de desejos sabendo que o que mais desejo ainda dorme como recém-nascido aqui do lado. Não atropelarei etapas e muito menos cultivarei injustiças descabíveis para depois estragar tudo.

Instabilidade. Inquietude. Insegurança. Impulso.

Emoção que funciona como motor do adiante perde força e abastece-se de um insistir que não dá as mãos para um desafio solitário. Há muito mais motivações por trás de um "porque sim" que não existem palavras suficientes capazes de traduzi-las.

É o tal sentir que ganha corpo e corre pra bem longe para que não o coloquem dentro de um raciocínio fechado e enterrado e o façam perder o fôlego.

Respiração congestionada. Seca.

Falta de ar sufoca gritando para que o sufoquem: DE AMOR!

domingo, 1 de março de 2009


FÉ é toda certeza que dispensa provas!!


Aos poucos percebo reações diferenciadas capazes de alimentar uma quase certeza já raquítica que tentava se estabelecer.

Desafio-me a vencer uma das maiores virtudes humanas e suo quase que diariamente desprendendo energia e torcendo para que cada gota regue tudo sim... e não deixe morrer: jamais!!!

Creio no intrincado desenrolar cerebral, no complexo entendimento de uma simples estrutura mental que guarda histórias, sonhos, medos.

Mostro-me assim: humana.
Descubro-te assim: mutável.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Aviso


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no
que você não conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe
em entender, viver
ultrapassa qualquer entendimento".

"Não quero ter a terrível limitação de quem
vive apenas do que é passível de fazer sentido.
Eu não: quero uma verdade inventada".

(Clarice Lispector)



A fundo para esclarecer um não-era-pra-ser-assim que chegou de surpresa. [E a surpresa escondida, sai de dentro do armário pra se exibir... ]

Pés afundam em areias movediças que escancaram a dificuldade de lidar com o que não estava previamente definido.
[Arrancaram a página principal do guia, não sei mais pra onde ir...]

Nesse trajeto de aprendizado contínuo, ainda embanano-me quando cruzo com esse inesperado atrapalhado, embora seja uma apaixonada por espontaneidades genuínas.

Ainda remexo na caixinha do equilíbrio para tomar uma dose de flexibilidade. [Já avisaram que não vai dar certo enquanto não entender que não é nada pessoal...]

Um estouro fininho, molhado...

Um abraço vazio, encharcado...

Práticas teorizadas e espelhadas incomodam mais do que unha encravada.

Mas não é nada, meu bem, não é nada...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nós


Sei que tá ali... bem ali...
Desacelerar para balancear, para equilibrar.
[Eu sei].

Vejo tudo tão claro nessa escuridão medonha.
Sinto tudo tão certo nessa bagunça traumática.

Tava escrito! Nas estrelas?
[Eu sei].
Já li, reli e grifei aquele trecho que entrega quando por ti me entreguei.

Uma história linda. Pura. Sincera. Verdadeira.
Duas almas abertas ao ajuste colorido, dolorido de um encaixe previsto, perfeito.

E como tenho sentido todo o sentido que isso faz dentro de mim, dentro de ti, dentro de nós.

E como tenho vivido todo o vício que envolve a soma de dois que se multiplica em mil e vira apenas um.

Quero pra sempre. Mas não o pra sempre que sempre acaba.

Quero o infinito de uma ação que não cansa. Que vive, se joga, se diverte, sonha...

Quero o faz-de-conta realístico de um castelo que não desmorona. Nem com água, nem com sopro. Nem com absolutamente nada.

Quero o calor dos seus braços aqui comigo, assim, abertos, assim, livres, assim, prontos para voar bem alto, pra bem longe, pra bem perto, e aterrissar aqui, dentro do meu peito... se aconchegando daquele nosso jeito para nunca, nunca mais ir embora...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Keep walking


Nada de flores para aqueles defuntos já enterrados. Afinal, eles conseguiram deixar atordoada uma caixola sem feixo, que bate toda vez que sacode diante das turbulências vivenciais. Deixam calos.

Incrível como o de trás parecia tão consolidado enquanto o da frente sequer dava vestígios de que vinha pra valer. Mas chegou.

Tudo igual e ao mesmo tempo completamente diferente!

Passando a escova com extremo cuidado para retirar a poeira das memórias enterradas a fim de revelar a certeza.

Ansiamos pelo conforto da verdade absoluta porque não podemos suportar a desolação de uma existência puramente caprichosa.

Abra essa redoma de vidro para extravasar incômodos silenciosos.

Continue extasiada para resolver os enigmas da vida.

A simples complexidade de uma estrutura mental move energias em busca de um fim sem ponto, apenas com um caminho a ser perseguido.

And GO AHEAD!

One step at a time!

Ânsia


"Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água..."
(Chico Buarque)

Demorou tanto tempo para voltar. Sim!

Mas conte-me as tais regras coerentes capazes de mensurá-los de forma justa.

Cá está uma história ainda não publicada. Em processo de criação, diria.

E aqueles ditos populares que tentam trazer, em frases feitas, lições de vida?

Tempo... ah, o tempo...

Digamos que ele passa.... E como!

Mas também fica... Onde?

Digerindo uma série de comidas estragadas já engolidas, enfim.

Nada de vomitá-las em lugares inapropriados.

E mais uma vez: Cadê as tais regras coerentes capazes de mensurá-los de forma justa?

Não aproprie-se de INJUSTIÇA.

Liberte-se desse mal que assola a humanidade. Já!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Thiiiiiiiiiis much!!!!




Homem admirável, menino assustado.
Pensador ambulante, "cabeçudo" apaixonante.
Fortaleza, beleza, grandeza.
Amor!

Felicidade, longevidade, novidade.
Ensinamento, entendimento.
Crescimento, amadurecimento.
Aprendizagem, troca.
Amor!

Respeitar, se doar, se jogar.... amar.
Trauma, calma,
Paciência. Sabedoria.
Alegria. Harmonia.
Amor!

Amor com medo, sem jeito,
Verdade. Conectividade.
Amizade? Desejo
De um beijo eterno, no inverno.
Do nosso jeito, grudado, melado,
Profundo e intenso,
pra sempre... assim...
... pra sempre: AMOR!!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Alívio


Restinho de pasta de dente que se recusa a sair da embalagem... Não adianta espremer, insistir... chegou no limite.

Superação entregue em conta-gotas que ainda não enche o copo. Sobra espaço. Sede.

Um querer querido, sofrido, entupido pelo esgotamento cumulativo. Vai. Não vai. Fica.

Dependência de uma decisão fora do controle de quem nem controla, apenas espera.

E nesse contar cujo hiato se aproxima, ela insiste...

Desprende-se de palavras, engole interligações de idéias coerentes e depara-se com a cura do DIZER, embora permaneça doente.


And like William Shakespeare said:


... "O RESTO É SILÊNCIO"....