ESCREVER SEM PENSAR NO QUÊ





Procuro respostas inacabadas a questionamentos internos que se amontoam em meio a um turbilhão infinito de emoções constantes, cortantes e apaixonantes.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Keep walking


Nada de flores para aqueles defuntos já enterrados. Afinal, eles conseguiram deixar atordoada uma caixola sem feixo, que bate toda vez que sacode diante das turbulências vivenciais. Deixam calos.

Incrível como o de trás parecia tão consolidado enquanto o da frente sequer dava vestígios de que vinha pra valer. Mas chegou.

Tudo igual e ao mesmo tempo completamente diferente!

Passando a escova com extremo cuidado para retirar a poeira das memórias enterradas a fim de revelar a certeza.

Ansiamos pelo conforto da verdade absoluta porque não podemos suportar a desolação de uma existência puramente caprichosa.

Abra essa redoma de vidro para extravasar incômodos silenciosos.

Continue extasiada para resolver os enigmas da vida.

A simples complexidade de uma estrutura mental move energias em busca de um fim sem ponto, apenas com um caminho a ser perseguido.

And GO AHEAD!

One step at a time!

Ânsia


"Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água..."
(Chico Buarque)

Demorou tanto tempo para voltar. Sim!

Mas conte-me as tais regras coerentes capazes de mensurá-los de forma justa.

Cá está uma história ainda não publicada. Em processo de criação, diria.

E aqueles ditos populares que tentam trazer, em frases feitas, lições de vida?

Tempo... ah, o tempo...

Digamos que ele passa.... E como!

Mas também fica... Onde?

Digerindo uma série de comidas estragadas já engolidas, enfim.

Nada de vomitá-las em lugares inapropriados.

E mais uma vez: Cadê as tais regras coerentes capazes de mensurá-los de forma justa?

Não aproprie-se de INJUSTIÇA.

Liberte-se desse mal que assola a humanidade. Já!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Thiiiiiiiiiis much!!!!




Homem admirável, menino assustado.
Pensador ambulante, "cabeçudo" apaixonante.
Fortaleza, beleza, grandeza.
Amor!

Felicidade, longevidade, novidade.
Ensinamento, entendimento.
Crescimento, amadurecimento.
Aprendizagem, troca.
Amor!

Respeitar, se doar, se jogar.... amar.
Trauma, calma,
Paciência. Sabedoria.
Alegria. Harmonia.
Amor!

Amor com medo, sem jeito,
Verdade. Conectividade.
Amizade? Desejo
De um beijo eterno, no inverno.
Do nosso jeito, grudado, melado,
Profundo e intenso,
pra sempre... assim...
... pra sempre: AMOR!!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Alívio


Restinho de pasta de dente que se recusa a sair da embalagem... Não adianta espremer, insistir... chegou no limite.

Superação entregue em conta-gotas que ainda não enche o copo. Sobra espaço. Sede.

Um querer querido, sofrido, entupido pelo esgotamento cumulativo. Vai. Não vai. Fica.

Dependência de uma decisão fora do controle de quem nem controla, apenas espera.

E nesse contar cujo hiato se aproxima, ela insiste...

Desprende-se de palavras, engole interligações de idéias coerentes e depara-se com a cura do DIZER, embora permaneça doente.


And like William Shakespeare said:


... "O RESTO É SILÊNCIO"....

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Olhar com olhos de ver



Nem lá,
Nem cá,
Em nenhum lugar,
E em todo lugar,
Aqui, Ali,
Pra lá, Pra cá,
Contigo, assim?
Não.
Comigo, enfim.

Trocamos palavras… de início, resisti em expor tudo isso, assim, do jeito que você queria, e eu não gosto, você sabe... mas era aquele incômodo do "guardar pra mim" que me pedia para pôr pra fora, entende? E foi. Saiu, assim, com uma cadência sincera, ansiosa... esperançosa.

Buscava conforto e certeza, pois sabia que debaixo daquele pensar estruturado, havia ciscos que o impediam de piscar direito. E você não via. Por outro lado, entregava verdade, sem me preocupar se coincidia com o que você veio buscar. Não importava-me com justiça. Queria falar. Fazê-lo entender, enxergar. Me limpar, me libertar. E só.

Guardei o simbolismo na gaveta. Meu raciocínio saia fácil, em um desenrolar transparente, límpido. Apesar de sinais e de subjetividade, você convidou seu intelecto para lhe traduzir alguns trechos. Tudo bem, não me importo, não queria ruídos... Aos poucos você recebia tudo que o silêncio havia guardado, enfim.

Interrupções inconvenientes invadiram a conversa. Finalização sem fim exigiu que se fechasse o que foi aberto.

Sentei.

Senti.

Escrevi.

Hesitei.

Relutei.

Reli.

Mandei.

Pronto!!



Trilha Sonora:

"I felt so symbolic yesterday"
Mr Jones – Counting Crows

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

No dia seguinte do seguinte


Um dorme-acorda, um deita-levanta... o manto que encobre a consciência humana é acompanhada ora por sonhos apagados por lembranças que insistem em não seguir adiante, ora por um pensamento alto que grita, mas ninguém escuta.

Previsibilidade arriscada.
Sabedoria assertiva.

E tudo se resolve no dia seguinte do seguinte do seguinte...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Acontece

Continuara a criar seus scripts...

Embora já tivesse plena consciência desse movimento por vezes incontrolável, lutara para aniquilar um ciclo que volta e meia a apunhalava pelas costas.

Voltou. Sim, porque precisava expelir um discurso entalado na traquéia, que a impedia de repousar como merecia (e necessitava).

Devaneios de que narrativas advindas de um sentir atrapalhado por uma exatidão ora coerente, ora infantil, a tornara benevolente – [escolha absolutamente impossível de ser encaixada no entendimento de mentes racionais e práticas].

Labirintos condensados por um intento paulativamente confuso.

Insistir?
Desistir?

Ora, não adianta acumular discursos que afobam e atormentam para depois tentar depositá-los em ouvidos já fechados pela fraqueza de não querer escutar aquilo que dói.

Insensatez cobrará amadurecimento pela ausência fermentada. Reflexão de um momento cuja solidão a acompanhará pela estrada adentro.

Trajeto apedrejado por uma complacência já cansada... mas que dá seus passos... sozinha...

sábado, 6 de setembro de 2008

No canto


"Procure me amar quando eu menos
merecer, pois é quando eu mais preciso"
Provérbio Chinês


... bagunças ambientadas numa confusão interna que foge do sonho por ter sentido aquilo que mais odeia...

Escondi-me.

Espaço ocupado por um nada companheiro, perturbador. Existe mesmo alguma coerência naquelas visões noturnas que chegaram sem nem pedir licença?

Há pouco tempo para se recuperar de uma surpresa fora do controle de quem controla. [e nem percebe]. Há grande dificuldade em renascer novamente depois de repetições grudentas, realizadas fora desse plano.

Preciso desvincular marcas de um ontem acumulado e aprender a enxergar separadamente o que está ali bem diante dos meus olhos.

É que às vezes arde e minha miopia volta...

Pausa para uma faxina na alma


Uma tela que implora por palavras aglomeradas...
Uma mente retraída por visitas inesperadas...

Falava exatamente sobre o susto de se preencher folhas famintas por letras não mais solitárias – E tanto tempo se passou sem que me renovasse com esse exercício apaixonante de reuni-las num contar histórias do meu próprio jeito... -

Época de reorganizar escolhas, limpar sujeira, reavaliar necessidades, jogar fora o que não mais agrega, desenhar caminhos. E voltar à ativa com a alma lavada!!!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Time flies


“We are in the rain still searching for the sun”
James Morrison

Incertezas emolduram horas pesadas.
Indefinições agonizam um produzir natural.
(Des) controles assustam transformações inevitáveis.

É como eu sempre digo:

O sol não pára de rebolar, nem mesmo se a pilha parecer fraca ou ele ficar tímido perante uma platéia curiosa. Junto com seu gingado, ele traz um bocado de medo, um punhado desses receios de certezas de que as mudanças mundanas podem chegar como reviravoltas tsunâmicas sem aviso prévio.

Quando é que energias explosivamente ensurdecedoras perdem a audácia de um ruído surpreendente?

É aceitável que as sensações ímpares tornem-se pálidas, incolores, insípidas?

O sol tem mesmo o poder de, com sua dança, desbotar e esbranquiçar um colorido outrora cegamente viciante?

[Diferenças assustadoramente paralisantes, perdidas em uma rotina corriqueira que esconde o diferencial de uma tentativa segura, sábia, em um lidar sem graça, capaz de igualar o inigualável sentir que não se compra, apenas se permite...]

Tento encaixar-te nesse singelo manual previamente elaborado. Ajusto-te como quem dobra teus joelhos jurando que seu corpo cabe sim nesse caixote confortável, macio.

Ao mesmo tempo, volta e meia, sinto-me uma peça perdida, ali encostada no canto, nos fundos da terceira prateleira, esquecida pelo medo de tirar a casca e se desnudar perante um novo incontrolável, mas prazeroso e único.

Esqueceu que por mais que lutemos, o sol não pára de remexer os quadris? Não o envenene com doses habituais e nem o faça desacreditar daquela certeza sólida, afinal, a conseqüência disso tudo é de que ela escorra facilmente por entre os dedos como sonhos pelando que descem rápido para que o incômodo seja menor, menos dolorido.

Queres estar?
Cuidarás para durar?

A racionalidade na qual comanda uma série de responsabilidades admiráveis deveria ser aplicada na percepção da pureza de um encontro terrestre ímpar, hoje desesperantemente ofegante por uma escolha que exige urgência.

Precisa ser logo, antes que essas transformações cheguem e mudem completamente toda a rota que você já conhece, mas ainda não teve tempo de transportá-la para aquela parte da mente que entende a gravidade do tempo... que não pára.

... tão pouco tempo e nem tanto tempo assim para pensar no tempo que já se foi e reavaliar e assumir um tempo real capaz de tornar-se infinito se feito em tempo hábil, antes que o tempo mude tudo e se enxergue que o que se perdeu foi é tempo, mesmo tendo toda a relatividade do tempo nas mãos, o tempo todo...

Ainda dá tempo??